sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Nem Precisa Chamar Sherlock Holmes

Teori Zavascky morreu ontem em um "misterioso" "acidente" aéreo sobre a cidade de Paraty. Teori Zavascky era o relator da operação Lava Jato e estava a poucos dias de homologar as delações da Odebrecht cujo conteúdo, certamente, poria na cadeia muitos políticos brasileiros, incluso o chefão, o capo sapo barbudo da ORCRIM que atende pelo nome de PT.
Nem bem as investigações sobre a morte de Zavascky começaram e alguns fatos "curiosos" surgiram.

Do site Jornal Livre:
"Foto do avião que Teori usou foi vista 1.885 vezes no dia 3 de janeiro. PF recolheu provas...
No dia 3 de janeiro, a imagem do avião foi acessada 1.885 vezes na Data Base de aviões Beechcraft.
O fato de a imagem ser acessada não seria motivo de suspeita, mas é curioso notar que não havia acessos nos dias anteriores, exceto 3 no dia 1º de janeiro. Depois, no dia 2, nenhum acesso. De repente, no dia 3, os já mencionados 1.885 acessos e depois nenhum acesso até ontem.
Há boatos de que a Polícia Federal obteve estes dados e está tentando averiguar a origem dos acessos."
Pelo visto, alguém analisou e estudou muito bem a aeronave. Preocupação com a segurança do finado ministro, ou intenção de transformá-la, como de fato, em sua câmara mortuária, em seu sarcófago?

Do site Folha Política :
"Advogado petista postou 'alerta' para assassinatos horas antes do acidente de Teori
O advogado Adriano Argolo fez um estranho alerta nesta manhã: em sua conta do Twitter, ele publicou "Vou avisar pq depois vão culpar o Lula e o PT... Delação da Odebrecht entregando políticos de vários países vai gerar assassinatos".
O "alerta" foi publicado horas antes do acidente que vitimou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF."
Adriano Argolo já havia se notabilizado nas redes sociais com comentários sobre a OAB, o Tribunal de Justiça de Alagoas e sobre Sérgio Moro. Sobre a OAB e o TJA, ele é a favor de invadir os respectivos prédios e tacar fogo em tudo.
Sobre Sérgio Moro, ele alerta contra um possível tiro na testa do Eliot Ness brasileiro.
Pelo jeito, no que diz respeito à assessoria jurídica, alguns de nossos políticos se valem de  profissionais com ideias nada ortodoxas do que é fazer justiça.
Em junho do ano passado, também se utilizando das redes sociais, Francisco Zavascki, filho do finado relator da Lava Jato, já externara sua preocupação para com as atividades exercidas pelo pai.
“É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme o MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei”. Francisco ainda falou em ameaças à sua família. “Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar...! Fica o recado!”, disse o filho do ministro em seu perfil no Facebook. 
Será que alguém ainda ousa manifestar alguma dúvida sobre nas mãos de que tipo de gente o Brasil esteve nos últimos anos? Será que, nas próximas e breves eleições, o Brasil devolverá o controle da nação a essas mãos?
Espero que não, mas, provavelmente, sim. 
A explicação, uma das mais possíveis e prováveis, e dela já disse por várias vezes aqui, é que fomos descobertos por bandidos, colonizados por bandidos, por perdedores e fracassados. O DNA dos degredados portugueses - assassinos e estupradores em sua maioria - e dos demais perdedores que por aqui aportaram durante séculos se espalhou e está arraigado em nosso pool gênico. 
Note-se que foi apenas há pouco mais de um século - em começos do XX - que vieram para cá os primeiros estrangeiros dispostos a trabalhar, a (re)construir suas vidas, a se estabelecer com suas famílias. E mesmo esses, os imigrantes - seja o italiano, o espanhol, o alemão, o japonês, o polonês -, eram também, de certa forma, perdedores, não eram a nata dos seus, não conseguiram sobreviver em seu próprio país. Ou acham mesmo que alguém, por vontade própria, iria, há mais de cem anos, sair da Europa e se aventurar no fim de mundo que era(?) o Brasil? Só mesmo quem não conseguia nada em seu país, quem não tivesse, literalmente, nada a perder. Meu próprio bisavô materno, um italiano da Calábria, veio fugido para cá, devendo até as suas cuecas sujas - contavam, as tias-bisavós, que o velho não era muito chegado num banho -, falava-se em dívidas contraídas no jogo e na putaria.
Óbvio que não somos todos bandidos ou perdedores, aliás, a maioria de nós não o é, mas temos, a maioria de nós, sim, uma predileção pelo bandido, uma certa condescendência para com ele, uma tendência de nos apiedarmos do canalha, de vê-lo como uma vítima. Votamos neles. É o DNA dos degredados falando, advogando em causa própria, se protegendo e se preservando, e, sobretudo, se propagando a galopes vistos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Chá de Pau Barbado

Não pela falta de ideias (afinal, em férias, a cabeça funciona muito melhor; aliás, tudo funciona melhor, até os intestinos, é o trabalho que desgraça o homem), mas sim pela preguiça e pela leseira de ordená-las, costurá-las e pô-las ao papel, valerei-me, aqui e agora, de um torpe subterfúgio, de uma mandracaria safada, que é transformar em assunto o que acontece no próprio blog. Uma reciclagem de meus próprios restos e dejetos, uma retroalimentação, uma autofagia, quase que uma autofelação.
Meu amigo virtual JB, o eremita do Blogson Crusoe, fez o seguinte comentário na postagem Um Dia na Vida (5) :

"Nossa!!!! Que texto demais!!! Quisera tê-lo escrito!! Pura poesia! JB", ao qual, respondi :

"Também gostei desse. Eu levo meu filho no médico, dentista, natação etc e tenho que ficar lá esperando. Ler revista velha de subcelebridades, não gosto, só de olhar as gostosas da capa. Celular, não tenho e, aliás, tenho sentido (e é sério)nos últimos tempos um grande mal-estar quando estou nesses lugares e fico rodeado por imbecis com seus celulares na mão, me dá uma espécie de sufocamento, uma versão mais leve, talvez, de claustrofobia. Aí, arrumo um cantinho pra mim, longe do populacho, da patuléia, da choldra ignóbil, abro meu caderninho e me ponho a escrever. Às vezes, como nesse caso, sai alguma coisa que presta. Esse, claro que a ideia já estava esboçada na cabeça, escrevi ontem, no consultório da dentista do meu filho, enquanto a recepcionista e mais duas outras(as três bem barangas)discutiam sobre qual chá "derretia" mais gorduras, se o verde, se o de gengibre, se o de hibisco... Quase que entro na celeuma e digo que o chá de que elas estavam precisando era o de rola, o famoso chá de pau barbado. Sorte que meu caderninho sempre me ampara e me acalma nessas horas.", movido por sua inesgotável curiosidade, inquiriu-me JB :

"Não seria "chá de pau babado"?

Responderei a ele, e aqui é que entra a patifaria da retroalimentação,  na forma de uma nova postagem.
Barbado ou babado? Olha, JB, isso vai da predileção de cada um, o que mais lhe aprazer, use de seu livre-arbítrio sem moderação. Sacanagem...
Bem, sempre ouvi falar de chá de pau-barbado, expressão na qual o "pau", em clara metáfora, se refere à rola, ao cacete, ao caralho, ao melhor amigo do homem, que ficar passeando com cachorro é coisa de broxa, ou de quem não pega nada, e "barbado", alusão explícita à mata - ora ciliar, ora amazônica, ora atlântica, ora de cerrado, ora de caatinga  - que brota e viceja ao seu redor, a lhe fazer as vezes de moldura e de amortecedor, de air bag, durante a atividade física de alto impacto que é a cópula, a trepação, a fodelança.
Aliás, a farmacopeia brasileira, a bem refletir o caráter, os ânimos e as preferências de seu povo, é profícua em chás dos mais variados paus : tem chás de pau-tenente, pau-ferro, pau-preto, pau-mulato, pau-rosa, pau-pelado, pau-vintém, pau-velho, pau-veludo, pau-doce, pau-d'alho, pau-forquilha etc etc etc. É pau a dar com o pau.
Voltando ao pau-barbado, sim, mulheres leitoras do Marreta - as Marretetes -, a sua referida infusão é deveras um eficiente agente de emagrecimento. Chá de pau barbado, três vezes ao dia, transforma qualquer Wilza Carla numa Twiggy, e sem o inconveniente da bulimia e da anorexia. 
Contudo, não é apenas ao emagrecimento que se presta o chá de pau-barbado . Ele também é poderoso pintoterápico com efeitos calmante, relaxante e antiestresse. Pode também substituir os famigerados medicamentos tarja pretas nos casos de TPM e de alguns transtornos mentais comuns a um grande número de mulheres, como o feminismo, por exemplo. Sendo um medicamento natural, o seu uso praticamente não acarreta efeitos colaterais; no máximo, em casos de superdosagem, foram relatados quadros de leve ardência na região anal. Há um similar na praça, o chá de picão, mas não se deixe enganar, exija, você, leitora do Marreta, o autêntico chá de pau-barbado.
Porém, devo alertar-lhes, Marretetes do meu coração, que a matéria prima para o miraculoso chá, o pau-barbado, é artigo cada vez mais escasso e raro. Se você, cara leitora, quiser conseguir um legítimo espécime do pau-barbado, em plena potência de seus princípios ativos, vai ter que dar pro Azarão, pro JB, ou pra qualquer outro macho das antigas, da época em que homem tinha orgulho de suas pilosidades, em que homem honrava, cultivava e exibia com jactância os seus pelos púbicos, escrotais, torácicos e axilares.
Se o cara tiver de 40 anos para menos, corram, Marretetes, corram. Essa molecada é tudo metrossexual, é tudo viado, se pudessem, comeriam a eles próprios. Desmatam tudo. Tiram as sobrancelhas, raspam o peito, as pernas, os sovacos, a virilha, os pelos do saco e até os do cu, que é porque os machos deles gostam de cu lisinho.
Pããããããããta que o pariu!!!!
Chá de pau-barbado, meninas, chá de pau-barbado.

Abre o Olho, Sérgio Moro

Do site Metrópoles, notícia publicada há pouco mais de 40 minutos.

"O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki morreu no acidente com a aeronave que caiu no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (19/1), no mar de Paraty (RJ). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.
Segundo o Corpo de Bombeiros, havia três pessoas na aeronave. Chovia muito no momento da queda, que ocorreu a dois quilômetros da cabeceira da pista de pouso. Além dos bombeiros, 50 militares e barcos pesqueiros estão na área do acidente ajudando no resgate.
Procurada pela reportagem, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que não se pronunciaria sobre a lista de passageiros do avião nem sobre sobreviventes. “Isso é com as equipes de resgate”, informou, por meio de nota.
O presidente da República, Michel Temer, e a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, já foram informados do acidente. A magistrada, que estava em Belo Horizonte, voltará ainda nesta quinta (19) para Brasília para acompanhar as investigações sobre o caso."

Teori era o relator dos processos de todos os políticos com foro privilegiado na Lava Jato e, atualmente, estava analisando os depoimentos da delação premiada da Odebrecht cuja iminente homologação poderia, entre outros, botar Lula, o chefão da ORCRIM do PT, para ver o sol nascer quadrado . Com sua morte, os processos serão redistribuídos entre os outros ministros do STF e os rumos da investigação podem mudar. 
Primeiro, Celso Daniel, depois Eduardo Campos e, agora, Teori Zavascki, o relator da Lava Jato, a operação Mãos Limpas brasileira, a maior ação já coordenada entre STF e PF  para mandar  para o xilindró a ORCRIM do PT.
Abre o olho, Sérgio Moro! Não saia nem para andar de bicicleta sem antes verificar alguma possível sabotagem nos freios da magrela.
Fuselagem do avião ocupado por Teori Zavascki achada no mar de Paraty

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um Dia na Vida (5)

Meio-dia e poucos, o sol a pino providencialmente tirado de cena por um dia que resolveu se trajar de galena, o homem velho, com o seu brilho também nublado, porém, pelas décadas, vinha descendo a rua com uma sacola plástica quase transparente na mão, seu almoço acondicionado em um marmitex de isopor comprado ao restaurante da esquina.
Sessenta, sessenta e poucos, talvez; barba e cabelos de um branco que não há muito vencera e expulsara de vez o grisalho, bem aparados e penteados, compleição física ainda com memória recente de uma definida rigidez, barriga de um convexo comedido, não imoral, fora, provavelmente, um homem bonito quando jovem, diriam as más-línguas, fazendo-se de boas.
Aura de respeitabilidade, vinha descendo a rua, o homem velho, com seu almoço em direção ao seu carro estacionado sob uma espirradeira - nem de luxo nem popular, o carro; carmim, as flores da espirradeira. Semblante de uma vida estável e tranquila, o do homem velho, tanto economicamente quanto nas relações pessoais, ares de quem bem cumprira com a vida. Que aura de respeitabilidade, um bom carro, conforto financeiro e emocional e sensação do dever cumprido é o que a vida dá em troca pela juventude dos que a ela se resignaram e bem serviram. Feito empregador que, de uma hora pra outra, sem aviso prévio, passa a nos pagar em reais o que antes recebíamos em euros.
Ela vinha subindo a mesma rua, pela mesma calçada que o homem velho, vinte e poucos anos de idade, se muito, blusa com o nome de uma empresa de contabilidade bordado no lado esquerdo à altura do seio, apressada, seguramente em sua corrida hora de almoço, e com o indefectível e apaspalhador celular na mão, capa rosa com motivos florais.
Não exatamente bonita, ela; vê-se que nunca o fora nem nunca o será, porém, envolta por uma impossível de se ignorar aura de hormônios e de viço, naquela fase em que a Natureza, independente de ter acertado ou não no molde e no acabamento, torna suas fêmeas em um chamariz à reprodução.
O homem velho, já com a chave a abrir a porta do carro, viu a moça e estacou. O carro sumiu. Sumiram o peso do marmitex em sua mão, o pavimento da rua, o movimento do tráfego, os sons dos motores, das buzinas, dos cachorros, da obra em construção, as cores da espirradeira, das roupas, dos muros e das fachadas das casas, dos folhetos de propaganda abandonados ao chão, do céu. Sumiram o ar e a própria necessidade de respirar.
Ela atravessou para o outro lado da rua a alguns passos de cruzar com o homem velho. Notou-o tanto quanto à espirradeira, aos sacos de lixo depositados nas calçadas, aos buracos da rua, à enxurrada da chuva recém-finda a minguar, ao poste de iluminação pública, ao gato na varanda da casa a lamber o próprio cu, à mulher que varria as folhas da calçada.
Ela (para o homem velho) : a recondensação do Universo, uma nova singularidade prestes a parir o Big Bang;
O homem velho (para ela) : invisível.

De Potenciais e de Fracassos

Passei a vida toda
Sendo
O potencial
O gérmen
A promessa de gênio
A mola comprimida
A corda retesada do arco
A ogiva nuclear da Guerra Fria
Prestes a explodir.

Grande bosta,
Se não há a explosão.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Meu Fardo, Abraço-te de Bom Grado

Assim como outros inúmeros vocábulos da nossa Língua, a palavra fardo foi destituída de seu sentido primeiro, desterrada de sua essência, teve seu significado ampliado e seu uso transferido a novos conceitos, passou a ser metáfora e alegoria para outras situações e contextos, no mais das vezes, distantes e desvinculados da ideia original.
Denotativamente, segundo a edição eletrônica do Dicionário Houaiss, que eu pirateei da net, fardo significa : qualquer tipo de embrulho, pacote ou volume; objeto ou conjunto de objetos mais ou menos volumosos e pesados que se destinam ao transporte; carga.
Ou seja, um fardo é o resultado de um ajuntamento lógico de objetos semelhantes, de uma compactação sistemática, de uma organização para melhor acomodamento, transporte, aproveitamento de espaço, enfim, de um método para a facilitação de uma tarefa.
Pela lógica, era de se esperar, portanto, que um uso figurado de fardo remetesse e fosse aplicado e associado a um quadro de planejamento, ordem e clareza, que conotasse controle, funcionamento e eficiência, se não máximos, ao menos, maximizados, um contexto desejável, portanto.
Mas não. Fardo teve subvertido o seu sentido original, pervertido, até. Fardo foi conotado não pelo que é - o produto final de um trabalho -, mas pela dificuldade em realizar esse trabalho, pela faina em produzi-lo. Fardo passou a ser usado, na esmagadora maioria das vezes, como aquilo que é difícil ou duro de suportar, penoso, árduo; aquilo que impõe sérias responsabilidades. Ou seja, algo não desejável, a ser evitado. Tomou-se o produto pelo processo.
Pela lógica... iniciei um dos parágrafos anteriores, subentendendo, pretensiosamente, a humana, como fosse a única. Ocorre que a lógica humana não vale de porra nenhuma, é só uma outra nossa ilusão, um outro nosso construto, feito deus.
Há apenas e tão-somente a lógica do Universo. E ela se nos impõe imperativamente, ainda que não percebamos, ou que não admitamos. O Universo se pauta pela miníma entropia, pelo menor gasto possível de energia na solução, na manutenção e gerenciamento de uma situação, seja na órbita de um elétron em torno de seu núcleo, seja na orquestração de uma galáxia.
Dizem, inclusive, o ser humano, é claro, que o Universo prima pelo caos, pela desordem. Outra vez, a empáfia dos ignorantes : o Universo tem uma ordem que não conseguimos reconhecer como tal, que não conseguimos decifrar, logo, a taxamos de desordem, de caos.
O que demanda mais energia, deixar ramos, galhos, capim espalhados pelos campos, montes e pradarias, ou recolhê-los, um a um, organizá-los num só volume e amarrá-los de forma compacta? A resposta é óbvia.
O nosso modelo de organização contraria as diretrizes do Universo, por isso, manter a (nossa) ordem é sempre cansativo, penoso e árduo, em suma, um fardo. Autoproduzido e autoimposto.
Há também, veio-me agora, o "eu me fardo", presente do indicativo do verbo pronominal fardar. Civis ou militares, todos nos fardamos. Fardar-nos vai muito além do que meramente vestimos, é a maneira como nos organizamos, como nos compactamos e nos amarramos dentro de um personagem em cuja pele nos apresentamos em público, nos ambientes que frequentamos e pelos quais trafegamos, seja por vontade própria, seja por obrigação, imposição. Construir e morar num personagem, numa farda, requer atenção e manutenção constantes, demanda imenso gasto de energia, em suma, um fardo.
Há, porém, um fardo que me é dos mais suaves. Um fardo que não faço amuo nem zanga nem azedume em carregar. Ei-lo :
Meu fardo, abraço-te de bom grado!
E não pensem que um fardo de cerveja é carga das mais leves e jeitosas de se carregar. Os de dezoito unidades, então... E os de latões de 550 ml? Acham que é fácil, para mim, que não dirijo, carregar tal fardo na mão, pelos quarteirões que separam o mercado de minha casa?
Mas eu resisto, eu persisto sem reclamar. Sou um abnegado. Contribuo com minha parte em carregar o fardo que, enfim, é a porra da vida.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quem Tem Medo de Sexta-Feira 13?

Há loucura e cagaços (o que os especialistas chamam de fobias) de todos os tipos. Há irracionalidades para todos os gostos e desgostos. Uma grande e variada coleção de irracionalidades é o que costumamos chamar comumente de ser humano.
E, então, entram em cena os estudiosos do irracional, os bam-bam-bans da psiquê - psiquiatras, psicológos, terapeutas e outros que tais. Tentam explicar o que eles consideram irracionalidade do ponto de vista do que julgam racional. Aí, não tem como. É o conhecido festival de psicoabobrinhas.
Os psicopicaretas fartam-se em explicar cada loucura ou fobia, em descrever seus sintomas, seus mecanismos, os gatilhos ambientais que as teriam desencadeado e as maneiras de controlá-las, de pô-las à coleira da racionalidade. E, tenho certeza, alcançam orgasmos anais múltiplos a nomeá-las, a cada fobia, a cada pane de nosso disco rígido - como o psicopicareta gosta de dar nomes complicados e eruditos a cada anomalia, real ou por eles mesmos inventadas.
Quanto mais pomposo, quanto mais longo o nome, melhor. Invariavelmente, são nomes compostos por palavras oriundas do grego ou do latim, que é pro psicopicareta ostentar toda a sua erudição do Almanaque do Biotônico Fontoura e/ou das palavras cruzadas Coquetel, nivel médio.
Aliás, tenho cá pra mim que os tais experts padeçam também de uma fobia, a de não dar nomes às fobias. O cara se depara com uma fobia dantes nunca vista, ainda não descrita nem catalogada e, no mesmo momento, uma angústia abissal se lhe abate, um ataque de pânico, um medo irracional e incontrolável se lhe acomete frente àquela fobia sem nome. E ele se vê obrigado, terapeuticamente, a inventar mais uma pernóstica denominação.
Descobri hoje que existe a parascavedecatriafobia, termo derivado das palavras gregas "paraskeví", que significa "sexta-feira", e "dekatreís" que significa "treze", ou seja, fobia de sexta-feira 13. O cara se caga de medo de que algum infausto ou infortúnio possa descer do nada sobre a sua cabeça, sem nenhuma razão, motivo ou circunstância, simplesmente porque é uma sexta-feira 13.
Para combater seus medos irracionais, o ser humano, via de regra, costuma se valer e se apoiar a estratagemas, subterfúgios e sortilégios tão ou mais irracionais do que são os seus próprios medos. Apega-se a rezas, mandingas, simpatias e amuletos. Os mais abastados chegam a consultar psicólogos e  psiquiatras.
No caso da parascavedecatriafobia, o cara acredita que pode se defender da amaldiçoada data se carregar consigo um pé de coelho, ou um trevo-de-quatro-folhas, ou uma ferradura (aliás, ele deveria calçá-las cotidianamente), ou uma figa na carteira, ou um ramo de arruda na orelha etc etc.
Recitar pequenos mantras e encenar pequenos rituais também podem servir de escudo contra o agourento e maledeto dia : pé de pato, mangalô três vezes, e bater três vezes na madeira com  os nós dos dedos são exemplos clássicos.
O louco é tão louco que acha que a sua fobia também tem lá as fobias dela. Crê que a sexta-feira 13 tenha pédecoelhofobia, trevofobia, ferradurafobia, espadadesãojorgefobia, salgrossofobia e outras tantas.
Pois com o Azarão não tem essa baitolagem de pé de pato, mangalô, nem de bater na madeira, nem de fugir de gato preto, nem de não passar embaixo de escadas, e nem, e principalmente, de andar com pé de coelho no bolso, ou à guisa de penduricalho de chaveiro.
Pé de coelho é o caralho! O que tira qualquer tipo de azar de um sujeito é uma boa buceta de coelhinha, como a abaixo.
Meu amigo, se uma felpuda buceta de coelhinha não tirar a sua uruca e a sua ziquizira, nada mais logrará êxito. Seu caso é incurável e terminal. Você tá no bico do urubu.

Menino Jesus, Um Capeta em Forma de Guri

Crianças não são inocentes. São inconsequentes. Não têm o menor tino do que os seus atos podem acarretar, para si mesmas e para os outros.
Crianças não são boazinhas, uns anjos de candura. São tão cruéis quanto qualquer adulto pode ser. Ou, muitas vezes, até mais, devido à já citada inconsequência congênita.
Se os atos de crueldade de uma criança não excedem em escala de intensidade os de um adulto, é tão-somente pela sua pouca força física, pela fragilidade de seus membros, por seu pequeno porte, sua incapacidade de causar grandes danos e destruições; porém, em essência, na intenção e na ideia, são equivalentes.
Haja vista às barbaridades e aos atos atrozes cometidos pelas crianças contra pequenos animais.
Minha especialidade, por exemplo, era a de jogar detergente (Odd azul, alguém lembra dele?) num pequeno aquário de uma tia materna, só pra ver os peixinhos soltarem bolhas de sabão pela boca - até o dia em que tomei uma surra bem dada e tive o dinheiro da merenda de um mês inteiro redirecionado à compra de novos peixes para a minha tia, que é só assim que o ser humano passa a ter consciência de seus atos, arcando com as consequências na pele, no bolso e no estômago.
Gostava também de capturar borboletas, cigarras e libélulas, amarrar uma linha de costura aos seus abdomens e soltá-las para que voassem - eu empinava borboletas feito pipas. Igualmente, tinha por prática pegar insetos de maior porte - geralmente besouros e louva-a-deuses - e jogá-los num grande formigueiro de lava-pés num terreno baldio próximo de minha casa, formiga minúscula, mas de picada doloridíssima e que sempre ataca em bando, em legiões. O bicho mal tocava no formigueiro e uma miríade de lava-pés cobria instantaneamente a superfície do corpo dele; em segundos, o bicho já estava sendo carregado de barriga para cima para as profundezas da terra.
Minhas normais e salutares maldades de infante se estendiam, às vezes, a alguns familiares. A uma outra tia materna, em todos os Natais, sempre lhe roubava e escondia uma lampadinha vermelha de seu presépio, que iluminava a manjedoura do menino Jesus - eu já era um pequeno herege. Ao meu primo Leitinho, feito uma versão mirim e espada da Bruxa Má da Branca de Neve, ofertei uma ameixa recheada de tinta guache preta. Lembro até hoje do Leitinho mastigando a ameixa, a tinta já a lhe escorrer pelos cantos da boca e ele dizer : "parece que essa ameixa tá meio podre...".  Meio podre... pãããta que o pariu!!!
Para minha irmã, dois anos mais nova que eu, dei uma esférica e luzidia pimenta roxa, dessas cultivadas mais para fins ornamentais que para alimentícios, colhida na vasta e variada horta de minha avó materna - lá tinha de tudo um pouco, erva-doce, capim-cidreira, funcho, boldo, arruda, carqueja, hortelã, salsinha, cebolinha, orégano etc, que eram as farmácias e os mercados da época, os quintais. Dei-lhe a pimenta e disse que era uma bala, uma jujuba, uma goma de mascar ou coisa que as valha. Ela acreditou. Ficou uns dois dias com os beiços inchados. E eu, em decorrência das tamancadas de minha mãe, uns dois dias sem poder sentar direito. Valeu cada lambada.
E a coisa ia por aí. E até que eu, comparado a outros moleques com quem convivi na escola e na vizinhança, era tido como comportado e pacato.
Agora, imaginem uma criança perfeitamente normal no que diz respeito ao comportamento travesso e às pequenas inconsequências, porém, dotada de superpoderes desde o berço. Imaginem o que não devem ter sofrido Martha e Jonathan Kent, o casal de fazendeiros que adotou e criou o alienígena Kal-el, o futuro Super-homem. Tentem conceber a intensidade dos decibéis de um superchoro, de uma superbirra. O supervômito do bebê de aço, a supercagada, o superapetite. Acham mesmo que o superbaby nuca usou sua superforça para arrebentar o seu cercadinho, ou para revidar as palmadas dos pais? Que nunca usou sua visão de calor para queimar o rabo do gato? Que agruras não terá penado o casal Kent para tornar o bebê no probo, honesto e incorruptível Homem de Aço?
Um adendo : para mim, sempre foi muito mais fácil acreditar na existência de um ser capaz de arrancar planetas de suas órbitas com um único soco, ou de fazer o tempo andar para trás, do que crer que esse mesmo ser nunca tenha usado seus poderes especiais em benefício próprio, para conseguir uma pequena e inofensiva vantagem que fosse, nem pra comer uma bucetinha, o Super-homem nunca se valeu de seus atributos de semideus, isso é o mais difícil de conceber. Fim do adendo.
Se meu filho, hoje com sete anos, tivesse nascido com superpoderes, no mínimo, eu estaria morto agora. Eu e as duas gatas aqui de casa.
E o Cristo, o bebê Cristo? E o Jesus Cristo Superstar, o fodão da mitologia cristã? Os evangelhos canônicos dizem apenas do Cristo adulto, do Cristo feito em homem, profeta e sábio. Mas terá sido o bebê Cristo, dotado desde a manjedoura de superpoderes sobre a vida e a morte e sabedor de sua origem divina, tão pacífico, paciente e conciliador?
Terá, o bebê Cristo, assim como a sua versão adulta e barbuda, usado seus superpoderes apenas para o bem, para ressuscitar mortos, para curar cegos e aleijados, ou, ainda na creche em Nazaré, promover a multiplicação das mamadeiras, das chupetas e das papinhas?
Dizem os evangelhos apócrifos, o PMDB da Bíblia, que não. Muito pelo contrário.
O evangelho apócrifo de Tomé, aquele que tinha de ver para crer, escrito provavelmente 140 anos depois da morte do Cristo, afirma que a criança Cristo não era flor que se cheirasse. Era um arrogante, um mimado a quem as vontades não podiam ser contrariadas, um típico filhinho de papai, ou, nesse caso, o filhinho do Pai.
Os relatos de Tomé, que eram tidos como verdades pelos cristãos primitivos, descrevem um adolescente Jesus, à época no Egito, que se irritava facilmente com todo mundo, tinha mania de grandeza e, pasmem, que usou seus superpoderes para matar três meninos, entre outras bondadezinhas.
Conta-nos, Tomé, que, certa vez, estava o filho de Deus a construir uma pequena represa, quando passou por ele o filho do escriba Anás e destruiu a obra. Furioso, Jesus disse:  “Tolo injusto e irreverente! O que as poças d’água fizeram para te irritar? Eis que agora também tu secarás como uma árvore, e nunca terás nem folha, nem raiz, nem fruta". E o menino secou. 
Aliás, Jesus parecia ter uma certa fixação, quiçá um fetiche, nessa coisa de secar. Já adulto, é célebre o caso da figueira que não tinha frutos para saciar a sua fome. Do evangelho de Mateus : "Pela manhã, ao voltar à cidade, teve fome. Vendo uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas; e disse-lhe: Nunca jamais nasça fruto de ti. No mesmo instante secou a figueira".
Porra, a figueira não tinha frutas porque não era época! Não sabia o bondoso Cristo que cada árvore tem seu ciclo, seu período de frutificação? Não entende porra nenhuma de botânica e já vai logo rogando praga. Por que, ao invés de secar a figueira, não usou de seus poderes para fazê-la frutificar em abundância, mesmo fora de época, e matar sua fome e as de seus discípulos? Sim, porque ali ninguém nunca tinha um puto no bolso, ninguém ali pegava no batente, desconfio até que Cristo e seus doze apóstolos tenham inspirado a formação dos primeiros sindicatos trabalhistas. 
Em outra ocasião, um garoto esbarrou em Jesus sem querer. "Não seguirás mais teu caminho", lançou Jesus a sua maldição. E o garoto caiu duro. Os pais da vítima foram ter com José e Maria : "Assim não dá, o vosso filho é um assassino". Ao saber da reclamação, o menino Jesus cegou os pais do garoto. 
José, o santo padroeiro dos cornos, teria dito à Maria : “Daqui por diante, não podemos deixar Jesus sair de casa, porque qualquer um que se oponha a ele é morto por suas maldições”.
E não são apenas os evangelhos apócrifos cristãos que trazem registros das maldades do menino Cristo. Joseph Carter, autor do livro "Os Evangelhos Apócrifos", diz que também o Corão registra algumas crueldades do menino Jesus.
Ou seja, paradoxalmente à sua origem divina, o moleque Jesus foi um capeta em forma de guri.
Aliás, paradoxalmente, porra nenhuma. Basta ver as hecatombes e os genocídios promovidos pelo Pai de Jesus no Velho Testamento. Paradoxalmente, porra nenhuma. Quem sai aos seus, não degenera.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Nova Miss Helsinque e Sua Polêmica, por Cláudia Wild

O texto a seguir - admirável e corajoso - foi escrito por Cláudia Wild e publicado originalmente no site Olhar Atual. Nunca ouvira falar ou lera nada da moça até hoje, e me declaro, desde então, um admirador.
Ela marreta sem dó a canalhada do politicamente correto, estraçalha de forma magistral, lógica, clara e irrefutável a tal ditadura das minorias. Chama, inclusive, os pústulas dos patrulheiros da esquerda, os justiceiros sociais, de "jagunços virtuais de esquerda". Adorei. Adotarei o termo, doravante.
E o melhor : pasmem, calhordas esquerdistas do politicamente correto, que bem sei que por aqui também rondam e arrastam suas sombras, o texto, como o nome de seu autor sugere, embora não garanta, nessa época de transgênicos e transgêneros, foi escrito por uma mulher. 
Uma mulher! Que poderia muito bem ficar acomodada e confortável, ela própria, dentro do discurso do politicamente correto, visto que é mulher e pertence, portanto, a uma das minorias mais queridinhas do politicamente correto, a uma das minorias - dizem os crápulas vermelhos - discriminadas, excluídas e exploradas pelo demônio do homem branco, heterossexual e bem-sucedido financeiramente.
Podia ficar, mas não fica. O que só tornam seu texto e sua atitude ainda mais raros e louváveis.
Com vocês, a Marreta de Cláudia Wild.

A nova Miss Helsinque e sua polêmica
Cláudia Wild
"O rebuliço virtual foi enorme! O motivo foi a escolha da nigeriana como representante da beleza nórdica e ainda sua estética pouco convencional para um concurso desta natureza.
Na página do Miss Helsinki disponível no Facebook, podemos encontrar vídeos e fotos ( que mostram as demais participantes) e a reação de internautas do mundo inteiro, que mostraram muita  indignação com o resultado. Com a realidade da Europa multiculturalista e politicamente correta, é compreensível a surpresa dos internautas.
A vitoriosa,  uma jovem nascida na Nigéria, que imigrou para o país nórdico, ostenta um padrão estético deveras inconvencional para a disputa - onde não apenas, mas principalmente a beleza deve ser o ponto central. Apesar do conceito de beleza  poder ser subjetivo, existem regras para sua constatação, como a simetria e harmonia dos traços, por exemplo. O próprio dicionário assim define uma “miss“: Mulher excessivamente bonita, vistosa e elegante.
A Finlândia é um país com 5,5 milhões de habitantes, dentre os quais 90% são finlandeses, 5% são finlandeses-suecos, e apenas 5% são estrangeiros. Deste último grupo, o maior (1/3) é formado por imigrantes da Rússia e Estônia, seguidos por somalis, iraquianos e imigrantes da ex-república da Iugoslávia. A comunidade africana constitui um grupo étnico minoritário.
Após divulgada a eleição, aqueles que  a questionaram  foram  histericamente  atacados pelos justiceiros sociais - os jagunços virtuais da esquerda -, que começaram a perseguir e criminosamente chamar de “racistas”, todos aqueles que desconfiaram do caráter político da escolha, principalmente devido à impregnação do famigerado politicamente correto nas sociedades europeias, que procuram privilegiar certas categorias étnicas e religiosas.
Não se trata de racismo, pois a beleza não escolhe raças, conhecendo apenas requisitos estéticos. Com a vitória de  uma  negra africana de beleza questionável, ao invés de pelo menos ouvirem as opiniões divergentes, usaram a mesma tática leninista de sempre; o ataque ignorante, a desonestidade intelectual e seu próprio racismo, que aceita dois padrões diferentes de exigências para uma mesma situação. Se assim o fazem, estão sendo lenientes com um dos lados, deixando claro que um deles não consegue cumprir os mesmos padrões rigorosos que  exigem para o outro lado. Isso tem nome e se chama RACISMO e preconceito.
Talvez este concurso de beleza  passaria em brancas nuvens  e a etnia da miss ganhadora pouco importaria, se ela fosse realmente bela. Não sendo relevante o fato de ser branca, amarela ou negra. Coincidiu o fato da vencedora ser negra e desprovida de beleza, portanto, fatores que autorizaram o discurso raivoso, apontando um suposto racismo para calar qualquer  pessoa que enxergasse a situação de outra forma.
A mídia alternativa europeia também levantou a mesma questão  dos internautas mundiais. Primeiramente qual teriam sido os critérios para elegerem uma candidata tão fora dos padrões usuais neste tipo de concurso. E segundo, se a beleza da mulher finlandesa estaria realmente sendo representada pela escolhida. Todos sabem que  concursos deste porte, visam sobretudo escolher uma representante da beleza da mulher local. Conforme é de conhecimento público, a Finlândia tem uma população  95% composta por outra etnia que não aquela  da vencedora. Se houve racismo foi justamente o contrário; o racismo em discriminar o padrão nacional da beleza nórdica.
A eleição da candidata provavelmente não  seria vista em países africanos, que possuem mulheres deslumbrantes, ou mesmo no Brasil, que é um país multirracial e que já se viu representado por uma bela mulher negra. Aliás,  misses negras de estéticas perfeitas e belezas estonteantes já foram eleitas representantes da mulher brasileira, e com muita propriedade!
Não é de hoje que ter opinião virou crime grave e tentam calar os que não estão dispostos a usar a cartilha marxista. A conhecida cartilha que pretende enquadrar todos de acordo com suas atrasadas bandeiras, que inclusive já mataram mais de 100 milhões de pessoas mundo afora. Não é de hoje que  uma multidão de canalhas e zumbis ideológicos desafiam a sanidade de pessoas minimamente equilibradas. Foram cegados por uma ideologia, e esta ideologia provocou até mesmo a cegueira da visão. A cognição e bom senso destes zumbis foram severamente atingidos. O desafio atual é enfrentar esta imposição e não se calar  ou se deixar intimidar por ela.
Quer ganhar concurso de beleza? Excelente! Desde que se considere o requisito estético  como fundamental. Seguindo o mesmo raciocínio e com a destruição completa de todos os conceitos e paradigmas, em breve, um homem que se julgar mulher e se declara como tal, pois, assim se sente, poderá participar e ganhar  estes concursos em nome do tal politicamente correto(combate ao preconceito de gênero) e seu conhecido “progressismo“, que de progresso só tem o nome.
Como disse Vinícius de Moraes…“As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”
No caso em tela ela deveria ser também obrigatória."

Cerveja 1500 : Uma Descoberta

Em meu eterno e incansável garimpo pelo aluvião das cervejas boas e baratas, hoje brilhou nova pepita em minha bateia : 1500. Produzida pela cervejaria Casa di Conti, é cerveja da linha puro malte pelo preço de uma pilsen normal, de uma Bavária, uma Subzero etc.
Segundo o parecer de Erik Macedo, avaliador do site brejas.com, a 1500 tem coloração clara, espuma de moderada formação e duração. Sabor leve, com amargor no final e algo frutado no retrogosto. Cerveja de boa opção e excelente custo-benefício.
Só não entendi, e nem quero, essa coisa do "retrogosto", de dar ré, sei lá. Coisa de degustador! Tô fora desse negócio de retrogosto!
Tem a cara do Cabral e tudo. Melhor a cara do Cabral do que um taludo pau-brasil.
À esquerda, a 1500 na lata, sem nem imaginar o que lhe espera; à direita, deslacrada, descabaçada e deitada na caneca do Azarão, pronta para o abate, que degustação é coisa de viadinho politicamente correto! À minha saúde!!!